quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sexo oral.

Na mocidade, o contato. Tesão que ardia a pele.
A labareda virou faísca. Chama tal, se apagou.
Em meio às cinzas, fagulhas.
Entre as tentativas, lamento.
O coito se perdeu no tempo.
O envelhecimento veio à tona.
Um ser jovial em pensamentos.
Eu e você, mais que uma soma.
Sem ensaios. No improviso improvável.
Incertos de onde vamos parar.
Nosso intuito sempre foi e será, se amar e amar...
Fico faceiro quando me chamas.
O que nos resta é o diálogo.
Este, sempre nos deixou feliz.
Ensinou que amor não se apaga.
Chama que brilha. Fogo em brasa.
Gozo. Nariz com nariz. Conversas. Palavras.
Vocábulos que dão prazer.
Sua voz que me seduz.
Versos e frases que excitam.
Em cor carmim, a meia luz.
A fala em sol que alimenta meu ser.

5 comentários:

burns disse...

que legal.
inteligente e (muito) bem humorado...

Bruno Vasco disse...

Nossa.
Eu li umas três vezes e ainda não tenho palavras.
Tantos sentimentos causados, tanta controvérsia, e no final esperança.

Geralmente textos sobre relacionamentos são mais pontuais, só enxergam a crise momentânea ou a excitação inicial.

Você foi longe, e viu com olhos de sábio.
Parabéns!

soublogueiro disse...

Não vi nada de indecente, rss!
Esse post Sexo Oral retrata uma belíssima poesia literária!

www.indicoesse.blogspot.com

Flantuares disse...

MUito bom!

Greta Poltronieri disse...

Nossa thiago...que lindo...
que inspirado...
foi umas das coisas mais sensuais e ternas que já li.
Parabéns.