quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Passo-a-passo.

Passo a noite em claro, logo amanhece. Emaranhado de pensamentos, passa-se o tempo. Vejo os raios de sol passar entre as frestas de minha janela.

Sem compasso, faço um circulo com minhas passadas. Conto os passos que me levam da cama ao banheiro. Ao passar as mãos no rosto, relembro meu passado. Passo todos os dias em frente daquele bar, no final da passarela.


Ultrapasso minha sombra. Em cada canto, ouço o canto descompassado de alguns pássaros que passam sobre mim. Passando pelas mesmas pessoas, relembro os mesmos prazeres e choro pelos mesmos pesares.


Passava as pontas dos dedos entre seus cabelos despontados. Passam-se as horas, os dias, alguns anos, tanto faz. No final, tudo se torna lembranças, tudo fica para trás.

7 comentários:

Bruno Vasco disse...

Curioso é que eu estava lendo e automaticamente o ritmo de minha leitura ficou meio compassada, indo e vindo.. passo-a-passo.
Bela rítmica!

burns disse...

Grande Thiago.

Flantuares disse...

Ótimo texto! Muito bem escrito.

Greta Poltronieri disse...

O passado só pode ser realmente passado quando ele deixa definitavamente de fazer parte de nossas vidas.
Se podemos lembra-lo podemos vive-lo.
O passado é subjetivo.
Em algum lugar no tempo ele ainda esta acontecendo.
Vc é um escritor talentoso, adimiravel.
parabéns.

betella's disse...

Obrigada, Thiago!
Feliz que gostou, pois devo admitir que seu blog me inspirou bastante (risos).
Valeu mesmo.

Regiane disse...

Belo texto pois nessa vida nada passa despercebido, principalmente seus textos.

vicente cortello disse...

me lembrou alguns dias da minha vida. se pá, você sabe do que tô falando.