terça-feira, 28 de agosto de 2007

Filosofia de botequim - Parte I – A semelhança do diferente.

Andar a pé. Rir quando está sozinho. Tropeçar e fingir que nada aconteceu. Ter a horrível sensação de estar esquecendo algo – mesmo não esquecendo nada – ou, até mesmo, lembrar o que esqueceu no meio do caminho.

Pensar alto. Achar que aquelas pessoas do outro lado da rua estão rindo de você. Gritar “passa!” para um cão raivoso. Não levar o guarda-chuva. Esquecer as chaves e chamar alguém pra abrir o portão. Pular o muro.

Não conseguir segurar o riso em momentos errados. Inventar uma história como desculpa pelo atraso. Chegar na hora marcada e ficar puto com quem te deixou esperando. Reparar no jeito de andar das pessoas, nas roupas, nos cabelos. Sempre ter que desviar para não esbarrar em alguém na multidão. Sem esquecer-se da velha sensação: “Nossa, eu deveria ter falado isso”. Ou até mesmo: “Porque eu não pensei isso na hora?”.

No carro, colocar o cinto só depois de partir ou nem por. Parar no farol e olhar os olhos e o nariz no retrovisor. Cantar alto e ficar com vergonha ao ver que a pessoa do carro ao lado reparou em você. Trancar o carro com a chave dentro. Sem combustível, ver o ponteiro da gasolina colado e rezar pra chegar ao destino, antes disso, passar por vários postos de gasolinas fechados. Lavar o carro e depois de terminar, reparar que ficou sujo em algum lugar, ou então, deixar o carro impecável para sair à noite e se deparar com um temporal.

Se você é desses que briga com alguém por algum erro e depois de um tempo se pega fazendo a mesma coisa, faz promessa e não cumpre ou é daqueles que se considera uma pessoa difícil de entender, uma pessoa inconstante. Avalia-se como, diferente do resto do mundo. Parabéns! Você é igual a todos nós.

Um comentário:

Cris C. disse...

hahahahahaha bateu tudinho comigo, thiago. Sou bem assim mesmo.


;D


bjinhos pra vc!!!!!